Google e conteúdo: a qualidade vence a quantidade

Google e conteúdo: qualidade ou quantidade? Agência Papoca

Existe um mito que circula pelos corredores do marketing digital brasileiro como se fosse verdade absoluta: “o Google penaliza sites com muito conteúdo”. Spoiler: isso é balela.

O Google não tem problema nenhum com conteúdo. O problema do Google — e deveria ser o nosso também — é com conteúdo ruim.

Vamos ser honestos: quantas vezes você já produziu (ou mandou produzir) um texto só para “ter conteúdo no site”? Aquele artigo genérico, que poderia estar em qualquer blog do universo, sem nenhuma informação que realmente ajude alguém? Pois é. O Google também leu esse texto. E não gostou nem um pouco.

O que o Google realmente quer (e não é segredo)

O algoritmo do Google tem um objetivo bem simples: entregar a melhor resposta possível para quem está buscando algo. Parece óbvio, né? Mas muita gente ainda age como se o buscador fosse um robô burro que pode ser enganado com palavras-chave espalhadas aleatoriamente pelo texto.

A verdade é que o Google está cada vez mais sofisticado. Com atualizações como o Helpful Content Update e a integração de inteligência artificial nos resultados de busca, o foco mudou definitivamente: o conteúdo precisa ser útil, relevante e feito para pessoas reais.

Quando o Google fala que não gosta de conteúdo ruim, ele está se referindo a textos que:

  • São rasos e não aprofundam no assunto
  • Repetem informações que já existem em milhares de outros sites
  • Não trazem perspectiva única ou experiência real
  • Foram claramente feitos apenas para ranquear, sem pensar em quem vai ler
  • Não respondem realmente à intenção de busca do usuário

Por que tanto conteúdo fraco está sendo produzido?

A culpa não é só de quem produz. Existe toda uma indústria que vendeu a ideia de que “conteúdo é rei” sem explicar direito o que isso significa. Resultado? Empresas contratando redatores pagando miséria, pedindo 10 artigos por semana, sem briefing decente, sem pesquisa, sem estratégia.

O que acontece é óbvio: textos genéricos, copiados de outras fontes, sem profundidade, sem personalidade. É o famoso “conteúdo de enchimento”. E aí a empresa olha pro Google Analytics três meses depois e pergunta: “por que não estamos ranqueando?”.

A resposta é simples: porque você produziu lixo digital. E o Google não indexa seu site como um favor. Ele indexa porque o conteúdo merece estar lá.

Quantidade pode ajudar, mas só se vier com qualidade

Aqui vai uma verdade que poucos te contam: sites grandes, com muito conteúdo de qualidade, tendem a ter mais autoridade. A Wikipedia não domina os resultados de busca porque tem pouco conteúdo. Ela domina porque tem MUITO conteúdo BOM.

Mas perceba a ordem dos fatores: primeiro vem a qualidade, depois a quantidade. Não adianta publicar 500 artigos medíocres esperando que um milagre aconteça. Você só vai ter um site entulhado de conteúdo que ninguém lê e que não ranqueia.

Por outro lado, se você começar produzindo peças de conteúdo realmente aprofundadas, com pesquisa original, dados exclusivos, exemplos práticos e uma perspectiva única, aí sim faz sentido escalar a produção. Porque você já entendeu a fórmula do que funciona.

Como identificar se seu conteúdo é ruim (seja honesto)

Faça este teste rápido com os últimos artigos que você publicou:

  • Pergunta 1: se você tirasse o logo da sua empresa desse artigo, ele poderia estar em qualquer site concorrente sem ninguém perceber a diferença?
  • Pergunta 2: o texto traz alguma informação baseada na experiência real da sua empresa, ou é tudo genérico e teórico?
  • Pergunta 3: você realmente aprendeu algo novo lendo esse artigo, ou apenas confirmou coisas que todo mundo já sabe?
  • Pergunta 4: o título promete algo que o texto realmente entrega, ou é clickbait disfarçado?
  • Pergunta 5: você indicaria esse artigo para um amigo que está com dúvida sobre o assunto?

Se você respondeu “não” para três ou mais perguntas, temos um problema. Seu conteúdo está na categoria “ruim” que o Google quer evitar.

O que é conteúdo bom, afinal?

Conteúdo bom não precisa ser perfeito. Não precisa ter 5000 palavras. Não precisa ter infográficos lindos. Conteúdo bom precisa ser útil.

Um artigo de 800 palavras que resolve o problema de alguém é infinitamente melhor que um calhamaço de 3000 palavras cheio de enrolação. O Google sabe disso. Os usuários sabem disso. Só quem ainda não sabe é aquela galera que mede sucesso por quantidade de palavras.

Conteúdo bom tem algumas características essenciais:

  • Perspectiva própria: você tem experiência com o assunto ou entrevistou quem tem. Não é só um resumo do que está na primeira página do Google.
  • Profundidade adequada: aprofunda no que importa, sem enrolação. Às vezes, 500 palavras bem escritas resolvem. Outras vezes, você precisa de 3000 para fazer jus ao tema.
  • Útil de verdade: depois de ler, a pessoa consegue fazer algo, entender algo ou decidir algo. Não é só entretenimento vazio.
  • Bem estruturado: com subtítulos claros, parágrafos curtos, exemplos práticos. A pessoa consegue escanear o texto e encontrar o que procura.
  • Atualizado: se você falou sobre uma mudança no algoritmo do Google em 2019 e nunca mais mexeu no texto, ele está obsoleto. Conteúdo bom é mantido e atualizado.

A relação entre E-E-A-T e conteúdo de qualidade

Você já deve ter ouvido falar em E-E-A-T: Experience, Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness (Experiência, Especialização, Autoridade e Confiabilidade). Esses são os critérios que o Google usa para avaliar a qualidade do conteúdo, especialmente em tópicos que ele chama de YMYL (Your Money or Your Life) — saúde, finanças, questões legais.

Mas aqui vai o pulo do gato: mesmo que seu nicho não seja YMYL, demonstrar E-E-A-T melhora radicalmente a qualidade do seu conteúdo. Como?

  • Mostre sua experiência: conte casos reais, resultados obtidos, erros cometidos.
  • Demonstre especialização: vá além do básico, cite fontes, traga dados.
  • Construa autoridade: seja consistente, referenciado, compartilhado.
  • Gere confiança: seja transparente, corrija erros, não exagere.

Isso não é técnica de SEO. É simplesmente criar conteúdo honesto e útil.

O caminho para criar conteúdo que o Google (e as pessoas) amam

Aqui vai um roteiro prático:

  • Comece com pesquisa de verdade. Não vale só usar ferramentas de palavras-chave. Converse com clientes, veja dúvidas reais em fóruns, analise comentários em posts sobre o tema.
  • Defina a intenção de busca. A pessoa quer aprender, comparar, comprar ou apenas entender um conceito? Seu conteúdo precisa atender exatamente a essa intenção.
  • Traga perspectiva única. O que você sabe sobre esse assunto que outros não sabem? Que experiência você tem? Que dados exclusivos pode compartilhar?
  • Estruture com inteligência. Subtítulos claros, introdução que entrega valor rápido, desenvolvimento lógico, conclusão que deixa claro o próximo passo.
  • Revise sem dó. Corte a enrolação. Delete parágrafos inteiros se não agregam. Seja brutal na edição.
  • Atualize constantemente. Conteúdo bom não é “publica e esquece”. É um ativo vivo que precisa ser mantido.

Transforme seu conteúdo em um ativo estratégico

Agora você já sabe: o Google não é seu inimigo. Conteúdo ruim é seu inimigo. A boa notícia? Você pode mudar isso hoje mesmo.

Mas se você olhou para o seu site e pensou “caramba, tenho um monte de conteúdo medíocre aqui”, não se desespere. Dá para virar esse jogo.

Que tal fazer um diagnóstico completo da sua estratégia de conteúdo? Fale com um Papoqueiro e descubra exatamente onde está o problema — e, mais importante, como consertar. A gente analisa o que você já tem, mostra o que está funcionando (ou não) e traça um plano para fazer seu conteúdo finalmente trabalhar a favor do seu negócio.

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